Deus da própria ironia



Contenho-me em esquecer que eu sou irônico 
homem, mestiço, verdadeiro questionador...
Já que não vale o que presa e presado pelo que fale
Faz tanta falta que esquece o seu objeto icônico 

Abandonado por si e mencionado por todos 

Um perdido completo que por si só; se permeia
Ao elogio e a loucura voltado ao criativo,
subverte mundos para depois apaga-los por luxo
Da falta total de seu alto em uma própria crença 

Do que nada vale o valor que a criou:
Um deus da própria ironia







Quem por fogo no mato é procurando de assassinato



Quem foi que botou fogo no mato
não sabia o valor do que tinha ali 
não sentiu falta do rato que morreu 
das aranhas, grilos e minhocas 
Não ficou para observar 
o que restou daquele lugar onde havia 
a arvore e seus cupinzeiros 
o que restou de um ninho de passarinho 
Ou da casa logo assim perto do morro
Não viu os bombeiros;
a família que perdeu dodos os cruzeiros
reunido na forma de lar 
Não estava la.

Aquele quem colocou fogo no mato 
Já quem cometeu um outro ato 
escreveu em seus altos 
E fez do que não viu lei. 
Era assim cego... 
Mas sabia o que era certo

Também não viu que cometeu 
este vil ato de por fogo no mato 
E como fazer o que é certo? 
Existe aquele que me pergunta isto
Eu respondo: Mate quem de lá sobreviveu 
Se não há sobreviventes mate alguém 
algum ente que de lá era responsável 
Sim é algo tirando da arte da guerra 

Quem um dia poderia aceitar tal ideia 
Se tiver uma poderia ser aceitar esta loucura 
Por fogo no mato e ser procurando de assassinato 






Limite de qualquer um



O trabalho me toma 
e as vezes morremos
Sei quem tem força
São aqueles que caem 

Não sombre outros 
Nem sobre si mesmo 
Mas sobre a onda, 
já que todos estão:

No mesmo barco 

Então são poucos 
os que saim andando 
por sua própria conta
E morem na praia. 

Descansados de suas 
vitorias...